segunda-feira, setembro 24, 2007

153 - Isso, continua!

Podes continuar, Mãe! Já me habituei às tuas tretas. Apesar de me continuarem a atingir, já quase não têm efeito. Mas vá, continua! Não sabes fazer outra coisa mesmo, pra quê parar? Sabes perfeitamente que basta estar na tua companhia para não me sentir bem, e não é de agora. São muitos anos a aturar as tuas psicoses e paranóias. Tu levas uma pessoa ao exponente máximo do cansaço. Foi assim com o Pai, por isso deixou-te e foi pregar pra outra freguesia. Sabes, foi melhor assim. Muito melhor. Fiquei feliz por ele. Ao menos alguém que, no meio de nós os três, decidiu virar costas a tudo para ser feliz. Mas eu para lá ando, acredita. E acredita também que nunca na vida vais arranjar alguém que tenha estado sempre a teu lado como eu estive. Nunca. Mesmo depois de todo o mal que me fizeste (directa ou indirectamente) e de toda a ingratidão demonstrada. Sinto pena de ti porque és infeliz e queres morrer infeliz. Por isso estás a matar-te. Lentamente. E queres tentar levar-me contigo para o fundo do poço. Mas nunca contaste que eu fosse tão frio ao ponto de te olhar nos olhos e largar-te e deixar-te cair, sozinha, nesse poço que tanto desejas. Mas é o que vai acontecer. Não vais conseguir estragar-me os planos outra vez. Eu sou capaz, eu sei que sim. Mas tu lá tentas fazer-me acreditar que não. Tentativas em vão, digo-te já. Eu vou conseguir, quer tu queiras quer não. Nem vale a pena tentares outra vez, só te vais cansar. Já fecho os olhos as tuas tentativas dissimuladas de te matar. Queres beber, bebe. Queres fumar, fuma. Queres-te matar, mata-te. Podes continuar com este belo trabalho que andas a fazer. Sim, continua! Mas não tentes levar-me contigo!!


Beijos e Abraços,
Nobody's Bitcho

quarta-feira, setembro 12, 2007

sábado, setembro 01, 2007

150 - Assédio



Para quem não sabe, estou a trabalhar num night club, como bartender. Trabalho só aos fins de semana e vésperas de feriado. Até aqui tudo bem...
Ontem, quando estava a atender um cliente, não conseguia perceber o que ele dizia e por isso debrucei-me no balcão. Não sei se o problema foi meu ou dele, mas só consegui perceber metade do que ele queria (Vodka). Preparei o copo com gelo, meti a medida da vodka e voltei lá para perguntar qual o acompanhamento da vodka - o que me "obrigou a dubruçar de novo no balcão - e ele lá disse o que queria (água tónica). Aproveitando-se da situação, colocou a mão dele sobre a minha e ainda fez questão que me olhar profundamente nos olhos.
Não é que me tivesse importado, porque toda a gente gosta de saber que é desejada por outra pessoa. Mas mesmo assim não dei qualquer tipo de resposta, por não gostar de coisas fortuítas e por respeito ao meu local de trabalho.
Vai daí, não satisfeito com a minha indiferença, decidiu mudar a maré e foi ter com um colega meu - bastante engraçado, até - e começou a fazer o mesmo. (Bateu na porta errada, digo-vos já! =X )

Sinceramente ainda não consegui perceber o que é que a noite faz às pessoas, que o dia não faz. Será da Lua? Still wondering...

Beijos e Abraços,
Nobody's Bitcho

sexta-feira, agosto 03, 2007

148 - Confiança

Sempre fui bastante confiante de mim mesmo, e ainda o sou. Mas não é isso que está em questão...
Eu sempre tive um grave problema em confiar nas pessoas. Simplesmente não consigo ou, com algum custo, lá dou algum crédito à pessoa X ou Y. Ainda assim, mantenho-me atento, ou pelo menos tento. Prefiro estar alerta para qualquer eventualidade...
Apesar das inúmeras causas que me fizeram ter esta dificuldade horrenda em confiar nas pessoas, o facto é que, desde há uns tempos para cá, tenho vindo a notar que as próprias pessoas não se esforçam muito - quase sempre, nada - para que sejam merecedoras desta confiança. E custa-me ver que as pessoas não se interessam ser rotuladas como "Não é de fiar". Não consigo perceber.
Para além de algumas outras coisas, a Confiança é aquela "coisa" a que dou um valor imensurável. É daquelas "coisas" com que, obrigatóriamente, não se pode brincar. Basta um simples abanão na minha confiança para com outra pessoa, que corto completamente com ela. É assim que eu funciono, não tenho culpa. Mas verdade seja dita que também não pretendo mudar isso. Se faço bem ou faço mal, não sei, mas o facto é que eu só pretendo ter à minha volta pessoas em quem eu confio plenamente (até porque nem consigo lidar com as pessoas em quem não confio).
Tudo isto só para dizer que, neste mesmo momento, estou puramente incapaz de confiar em alguém. E toda esta desconfiança suga-me a paz de espírito, que tanta falta me faz.

Beijos & Abraços,
Nobody's Bitcho

P.S. - Para quem estava a pensar neste post há já uns dias e nem conseguia passar da 3ª frase, até que ainda disse muito.

domingo, julho 01, 2007

144 - Divórcio

Eu jurei a mim mesmo que quando me dessem a notícia, não me deixaria abalar, mas está complicado. Sinto-me desamparado, sem saber o que fazer. Enfim, numa só palavra: desnorteado.

Gostaria que partilhassem comigo as vossas opiniões, não só de quem já passou por isso, mas também de quem nunca passou. Como reagiriam/reagiram se os vossos pais anunciassem o seu divórcio?

Beijos e Abraços,
Nobody's Bitcho

quinta-feira, junho 28, 2007

143 - How To Save a [my] Life



[...]
Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And would I have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
[...]