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quinta-feira, dezembro 14, 2006

106 - Um Homem Também Chora.


Já se passou algum tempo desde o último Natal que passamos juntos. O tempo foi de tal forma fugaz, que passou por nós sem se fazer notar. Mesmo assim, ainda me lembro dos “nossos” tempos... daqueles em que estávamos juntos e nada mais interessava, daqueles tempos em que eramos como um só. Infelizmente acabou.
Sempre me disseram que o bom acabava depressa. E eu sabia disso... só não sabia que seria assim tão depressa. Parece que tudo se passou num simples piscar de olhos desde o momento que nos conhecemos até ao último dia em que estivemos juntos. Tenho saudades tuas. Muitas...
Com o aproximar-se da época natalícia começo a recordarnos... o que fomos, o que vivemos, o que partilhamos... Choro. E choro porque dói pensar nisso e saber que já não há mais um “nós”, mas esta dor é anulada com a felicidade que sentia por estar contigo. Aí, embora suave, surge um sorriso nos meus lábios.
Não te esqueci. E o mais provável é nunca vir a fazê-lo. Recordo cada detalhe de cada momento em que nos tocávamos, as trocas de olhares, os suspiros. As noites de amor. As discussões. Lembro-me... como se tivesse sido ontem ou hoje. Já te disse como ficavas bonita quando estavas irritada? Mas ficavas ainda mais bonita quando estavas feliz.
Olho as fotos, aqueles bocados de papel que retratam um determinado pedacinho de tempo que passamos juntos. Dos meus olhos saem lágrimas. Não umas lágrimas quaisquer, mas sim lágrimas de saudade, de lamento por um amor perdido e jamais esquecido...
Sabes... um homem também chora. O que nos aconteceu?



Hugz & Kisses,
Nobody's Bitcho

sábado, outubro 07, 2006

092 - Carta ao meu primeiro amor.

Antes de mais, deixem-me dizer que o texto que vou publicar abaixo já foi publicado no meu fotolog. Além disso, trata-se de mais um texto que me apeteceu escrever... Sem destinatários, sem objectivos ou mensagens escondidas. Apeteceu-me pegar numa caneta e num papel e escrever. Nem pensei no tema... quando pousei a esferográfica no papel, parecia um robot a escrever. Este texto saíu-me naturalmente, sem qualquer tipo de esforço.

Amor... quem és tu, afinal?

Sinto ter-te amado sem nunca te ter conhecido. É verdade, isso? Será que algum dia cheguei a conhecer-te? Não sei. A sério que não sei. E tu? Conheceste-me? Sabes quem eu sou? De onde vim? Não? Bem me parecia.

Talvez já nos tivéssemos conhecido anteriormente. Talvez... não sei. Talvez tenhamos mudado muito desde então e agora já não nos reconhecemos um ao outro. Será isso? Bem... é uma hipótese. Mas não sei...

Oh meu amor. Já passou tanto e tanto tempo desde que as nossas vidas se cruzaram... Passaram-se tantas coisas. Durante todo este tempo afastado de ti, já tive muita dor no meu peito, acompanhada por tanta lágrima a escorrer-me pela face. Sim, também tive muita alegria no meu coraçãozinho palpitante. Sim, tive.

Apetecia-me contar-te tudo, tudo... Mas tu não vais querer ouvir.

Às vezes penso em ti. Em nós. Penso em tudo o que aconteceu. Recordo cada detalhe de cada momento em que estivemos juntos. Às vezes, revivo aqueles pedacinhos de tempo em que os nossos corpos se tocavam com uma intensidade tremenda, naqueles momentos loucos de amor. Aqueles momentos que para mim valiam tanto... Mas para ti, não sei. Nunca pareceste dar importância a isto.

Diz-me, amor... afinal, o que sentias por mim naqueles tempos? Diz-me a verdade, por favor. Às vezes tenho a sensação de ter sido apenas mais um corpo com quem te deitaste. Mais um corpo a quem deste e de quem tiveste prazer. É isso que represento para ti? Apenas um corpo? Um dado estatístico?

Gostava de saber se às vezes também pensas em mim. Mas será que te lembras de mim? De quem fui? Será que sabes as respostas às minhas perguntas?

Mas amor... queres mesmo saber o porquê desta carta? Queres? Eu explico: porque bem lá no fundo eu ainda te amo e julgo que serás sempre o amor da minha vida. Aconteça o que acontecer, mesmo que eu venha a amar outros corpos, outras almas. Tu serás sempre o “tal” amor – o primeiro. Aquele que nunca se esquece.


Hugz & Kisses,
Nobody's Bitcho

P.S. - A título de curiosidade, a meio do texto tive que recorrer ao telemóvel para iluminar o papel, porque a luz foi-se abaixo durante um bocado...

segunda-feira, agosto 14, 2006

074 - "Don't..." - Parte 1

Ouviu-se um telemóvel a dar sinal de que recebera uma mensagem escrita. Nelson acordou com o barulho e olhou em direcção do relógio-despertador que pousava em cima da mesa-de-cabeceira. Marcava exactamente 04:03:29. Nelson esticou-se, tentando alcançar o telemóvel. Agarrou-o e abriu-o. Deparando-se com a luz emitida pelo visor, esfregou os olhos. Voltou a olhar para o visor, onde se podia ler a indicação sobre o emissor daquela mensagem: Rafael.
- A esta hora? Que quererá ele? – pensou Nelson, enquanto suspirava de impaciência por ter sido acordado.
Nelson abriu a mensagem.
«Olá, lindinho! Amanhã vou para o Algarve. Não tenho outra opção. Quero ver-te antes de partir. Amo-te muito. Beijos. P.S. – Desculpa a hora... Amo-te»
Nelson ficou surpreso e receoso com a notícia. Sabia o que aquilo significava. Tentou voltar a adormecer, mas não conseguiu. A mensagem fora perturbadora o suficiente para não voltar a dormir. Levantou-se e dirigiu-se à casa-de-banho para lavar a cara e os dentes. Voltou para o quarto, sentou-se em frente ao computador; verificou se tinha algum e-mail novo e se ainda havia alguém online no Messenger. Visto não estar ninguém online, Nelson decidiu ir dar uma volta de carro. Vestiu-se, saíu, entrou no carro e seguiu viagem.

* * *

Nelson olhou para o relógio. Eram 09h17. Ligou para Rafael.
- Bom dia, lindo. Tudo bem? – perguntou Rafael ao atender.
- Olá... vai-se indo, e tu? Como estás?
- Com receio. Quero ver-te. Quando podes vir cá a casa?
- Quando quiseres...
- Pode ser agora?
- Sim, lindo... pode.
- Óptimo. Então, até já. Amo-te.
- Amo-te. Até já.
Ao fim de dez minutos, a campaínha soou. Rafael abre a porta.
- Olá. Entra.
- Nelson entrou e fechou a porta. Cumprimentaram-se com um linguado demorado, já com o seu peso de saudade.


[Continua...]





Hugs & Kisses,
[n0b0dysBitch0]

sábado, agosto 12, 2006

073 - "Apetece-te Voar?"

Era noite e estavam numa falésia. A noite estava calma, a temperatura amena e o céu estava limpo. Só se viam as estrelas e a lua. A lua estava cheia, brilhava com toda a força que lhe era possível e reflectia no mar alto. Era uma noite perfeita.
Ambos se encontravam deitados no chão, lado a lado, absortos nos seus pensamentos e, ao mesmo tempo, a contemplar o céu estrelado.
- Queres voar?
- Quero...
- Então porque não voas?
- Porque não consigo. Não sem ti...
Rafael levantou a cabeça, pousando-a sobre o braço, e com ar confuso olhou para Nelson.
- Eu amo-te. Ainda não tinhas percebido? Amo-te desde o primeiro segundo em que te vi, quando chegaste atrasado à primeira aula de Biologia. Estavas ensopado da chuva supostamente tímida de Outubro. Trocámos uns olhares também tímidos e sentaste-te ao meu lado, ignorando o chamamento dos teus amigos. Amo-te desde aquele primeiro "olá" que troc...
- Cala-te.
Confuso com o pedido de Rafael, Nelson olhou-o. De repente começou a chover. Ambos fixaram-se no olhar do outro, enquanto os seus lábios se atraíam mutuamente, como se fossem ímans. Por fim, os seus lábios tocaram--se num longo e demorado beijo.
- Voa comigo - pediu Rafael
- Voo... para sempre. Amo-te.

Hugs & Kisses,
[n0b0dysBitch0]


P.S. - Pode ser que seja o começar de uma nova temporada de posts.


Nota: Esta é uma 'obra' de ficção. Qualquer semelhança com factos reais é pura coincidência.