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sábado, outubro 25, 2014

251 - Bolsa de estudo

Amiguinhos,

Procuro uma bolsa de estudo para mestrado para o próximo ano lectivo. 
A da DGES de certeza que não me é concedida, pois a criatura é considerada "rica" aos olhos do Estado (mesmo estando desempregado. wow!).
As minhas pesquisas no Google basicamente mandam-me para U.S.A, U.K. e Austrália. Não que isso fosse uma coisa má, mas o investimento teria de ser muito superior às bolsas que oferecem e a criatura está na penúria.

Se souberem ou encontrarem alguma, não se esqueçam de mim.


Hugz & Kisses,
Nobody's Bitcho

P.S. - Depois disto, a modos que me sinto um pedinte.

terça-feira, setembro 16, 2014

246 - Comming out (not mine!)



Muito honestamente eu não tenho razões de queixas da reacção ao meu comming out, mas não posso deixar de partilhar este vídeo. Estes pais são um exemplo do que devia acontecer quando os filhos decidem sair do armário e revelar essa parte das suas vidas.
A sua preocupação foi em saber como é que os filhos lidaram com a situação e como a gerem/geriram no seu círculo social. Vale a pena.

Hugz & Kisses,
Nobody's Bitcho

quinta-feira, setembro 11, 2014

244 - Nine.Eleven



Há 13 anos atrás estava na escola. Lembro-me que era hora de almoço e, como era habitual, tinha ido com alguns colegas ao Modelo (agora Continente) comprar um saquinho de pãezinhos com chouriço e uma coca-cola para depois irmos para trás do pavilhão desportivo almoçar (e para alguns aproveitarem para fumar).

Quando estávamos à espera que abrissem a sala para a próxima aula, estavam dois colegas (que iam sempre almoçar a casa) a falar com bastante entusiasmo de algo que - na mais pura da minha inocência - me parecia de um videojogo qualquer.

Naquele dia até o meu pai me foi buscar à escola (coisa rara, tendo em conta a "agenda muito ocupada" dele) e foi-me explicando pelo caminho o que tinha acontecido. Lembro-me que partilhava o entusiasmo, como se de um filme se tratasse.

Quando cheguei a casa, foram horas a fio a ver e rever as imagens dos aviões a baterem, das pessoas a saltarem e das torres a caírem. Horrorizado.

Foi o dia em que o mundo mudou. Eu mudei. Foi nesse dia que percebi que haviam pessoas más e fanáticas, que se regem por princípios diferentes. Acho que foi nesse dia que percebi que há pessoas diferentes pela sua cultura e pela sua essência, e que me comecei a questionar sobre o seu papel neste mundo e, consequentemente, qual o meu papel.

Foi nesse dia que de decidi acreditar que todas as pessoas têm um lado bom e que me cabia tentar encontrá-lo. Acho que acabou por ser essa uma das grandes missões da minha vida: encontrar e evidenciar o que de bom tem cada pessoa.

Às vezes pergunto-me se é só ingenuidade ou se há em mim uma grande dose de parvoíce. Seja o for, é para manter.


Hugz & Kisses,
Nobody's Bicho

sábado, setembro 06, 2014

243 - Ensino superior

Hello!!


Hoje trago um assunto um pouco mais elaborado, potenciado por um comentário que vi no Facebook a propósito dos resultados das candidaturas ao acesso ao ensino superior.
Basicamente a miúda, em tom de escárnio, parece-me, desejou boa sorte a todos os colocados aos que passarão anos agarrados aos livros para depois acabarem numa caixa de supermercado ou «com sorte conseguem ser funcionários da Zara ou assim», vangloriando-se de ter o 9.º ano, tendo maior probabilidade de empregabilidade.

Bom, eu acho que isto é um mito, até certo ponto.
É claro que ninguém no seu perfeito juízo irá contratar um doutorado para caixa de supermercado, pois parte-se do princípio que será uma pessoa que nunca se comprometerá com a empresa e irá sair à primeira oportunidade e, por isso, será um mau investimento por parte da empresa (e vai daí talvez não). 
É verdade que o 9º ano ainda tem muita saída, mas isso é muito fácil de explicar: 90% das vagas de trabalho são para funções pouco qualificadas. No entanto, é preciso acompanhar os tempos: Se há 20 anos as pessoas com a 4ª classe encontravam trabalho com facilidade, hoje deixaram de o conseguir. E o mesmo irá acontecer com quem se fica pelo 9.º ano, pois há cada vez mais pessoas qualificadas e a escolaridade obrigatória também aumentou para o 12.º ano. 
Isto significa que entre uma pessoa com o 9º ano e uma pessoa licenciada, na grande maioria das vezes, quem é escolhido para ocupar a vaga é quem tem a licenciatura. Para além de haver uma diminuta probabilidade dessa pessoa querer voltar a estudar (ainda que seja um direito do trabalhador, o facto é que não deixa de ser um custo para a empresa quando os trabalhadores usam o estatuto de estudante). Alem disso, em caso de necessidade, a empresa já terá nas suas pessoas a qualificação que eventualmente precisará. 
É verdade que pode ser desmotivador para alguém ter uma licenciatura ir trabalhar para um supermercado ou para uma loja de roupa (ou outra coisa qualquer), mas a médio/longo prazo (depende da qualidade do trabalho da pessoa e também das políticas internas das empresas), é sempre um investimento para progressão de carreira.
Por isso acredito que apostar na formação é uma aposta que nunca será perdida, principalmente se olharmos para ela a médio/longo prazo e na prespectiva da realização pessoal.


Bom, já chega. Fim do desabafo xD

Hugz & Kisses,
Nobody's Bitcho

quarta-feira, julho 24, 2013

221 - Again and... Again!

Durante algum tempo sonhei sobre ti. Na consciência de que partiste e que seria humanamente impossível voltarmos a estar juntos fisicamente.
Das muitas vezes em constavas nos meus sonhos nestes últimos onze meses, cheguei inclusive a sonhar que me transmitias uma mensagem de que tudo ficaria bem.
Nos últimos dois meses já não sonhei apenas sobre ti, mas sim contigo. Por três vezes, cada uma no seguimento da anterior. 
Talvez seja porque se aproxima a data do primeiro aniversário desde que partiste, ou talvez seja a esperança de que esses três sonhos em particular se tornem realidade. 
Esses sonhos perturbam-me, destabilizam-me e por segundos deixam-me a questionar se não será verdade. Solto uma gargalhada, com o nervoso a vir ao de cima, por pensar que se assim fosse, seria demasiado Hollywood style, o que não combina nada contigo (pelo contrário). Depois caio na real, como dizem os brasileiros, ativo o meu lado racional e levanto-me.
Mas fica aquele bichinho.
Passo um dia a pensar em tudo isso, a lutar com o meu lado racional e a reviver momentos que passámos e os que pensei ter oportunidade de partilhá-los contigo.
Ainda não aceito a tua morte. Tão repentina e permatura. Nem tão pouco consigo arrranjar uma forma de te homenagear em condições (nada parece suficiente).
Tenho muitas saudades tuas.


Hugz & Kisses,
Nobody's Bitcho


P.S. - Prometo fazer-te uma visita em breve e deixar umas florzinhas.

terça-feira, janeiro 18, 2011

213 - Hmm...

Pois é, mais um ano que foi e outro que veio. Apesar de 2010 não ter sido nem metade do que foi 2009, não se pode dizer que tenha sido mau. Até porque dei andamento a projectos que estavam arrumados na gaveta há demasiado tempo.

Para 2011 espero conseguir acabar estes mesmos projectos e prosseguir com outros, no patamar acima. Uma questão de vontade, que a há, e de muita paciência (que anda a escassear por estes lados). Mas há que acreditar. Querer é poder.

Fora isso (que só por si não é pouco), não adivinho que seja um ano muito animado. Mas pode ser que me surpreenda pela positiva.

Só sei que daqui a menos de um mês completo os 23 anos de idade e ainda não faço ideia do que fazer e, mais importante, se sequer tenho vontade em fazer alguma coisa. Enfim. Aceitam-se ideias!

Detesto quando não consigo fazer uma leitura do meu estado de espírito. E desde o início do ano que a coisa anda assim...

Hugz & Kisses,
Nobody's Bitcho

terça-feira, outubro 19, 2010

domingo, agosto 15, 2010

209 - 15 de Agosto

Quando era mais novo, todos os Verões esperava ansiosamente que chegasse Agosto, particularmente este dia. Quase como se fosse 'a cereja no topo do bolo' do Verão. Acordava bem cedo, ia até à casa dos meus avós e depois seguiamos para a casa dos meus tios-avós (emigrantes nos EUA) para as festas da freguesia.
O dia era passado em casa, nos 'comes e bebes', com muita gargalhada à mistura. À tarde, a procissão da praxe e ainda mais comida durante a noite.
Há alguns anos que não se faz isso. Infelizmente foi preciso a minha avó falecer para que se cortasse com a 'tradição'. Tenho saudades desse tempo, da forma como, no meio de tanta debilidade, ela conseguia manter a família unida. Tenho saudades dela.

Hugz and Kisses,
Nobody's Bitcho