sexta-feira, agosto 18, 2006

076 - Sintra, uma terra encantada?



Vamos imaginar que começou a ler Os Maias -«Episódios de uma Vida Romântica», uma obra de um dos maiores romancistas portugueses da segunda metade do século XIX - Eça de Queirós.
Leu a longa introdução, onde é apresentada a família das personagens principais do romance - Afonso da Maia, Carlos da Maia e Maria Eduarda.
Continua a ler.... e interessa-se cada vez mais pelo modo como são descritos os comportamentos, as conversas, os ambientes e os hábitos de uma sociedade romântica decadente.
E fica impressionado com as descrições de Sintra! As paisagens e os palácios cheios de mistério e fantasia! Começa a sentir no rosto o ar subtil das ramagens verdes e a ouvir o vago murmúrio de águas correntes...
Resolve fazer uma parte do roteiro queirosiano.


Vamos imaginar que começou a ler Os Maias -«Episódios de uma Vida Romântica», uma obra de um dos maiores romancistas portugueses da segunda metade do século XIX - Eça de Queirós.
Leu a longa introdução, onde é apresentada a família das personagens principais do romance - Afonso da Maia, Carlos da Maia e Maria Eduarda.
Continua a ler.... e interessa-se cada vez mais pelo modo como são descritos os comportamentos, as conversas, os ambientes e os hábitos de uma sociedade romântica decadente.
E fica impressionado com as descrições de Sintra! As paisagens e os palácios cheios de mistério e fantasia! Começa a sentir no rosto o ar subtil das ramagens verdes e a ouvir o vago murmúrio de águas correntes...
Resolve fazer uma parte do roteiro queirosiano.


Na véspera prepare os materiais: uma máquina fotográfica, a obra Os Maias, de Eça de Queirós, um caderno de apontamentos e uma camisola, porque na zona de Sintra costuma estar fresco.
De manhã cedo, percorra a vila de Sintra que está rodeada por uma serra rochosa cheia de plantas e árvores verdes. Interrompa o passeio e observe o antigo Paço Real onde se encontra o Palácio da Vila. Leia esta passagem:
«este maciço e silencioso palácio, sem florões e sem torres, patriarcalmente assentado entre o casario da vila, com as suas belas janelas manuelinas que lhe fazem um nobre semblante real, o vale aos pés, frondoso e fresco, e no alto as duas chaminés colossais...»
O Palácio merece ser fotografado.


Do centro da vila suba, a pé, até ao Palácio da Pena. No trajecto pare e aproveite para reler uma das mais belas descrições da obra:
«e, emergindo abruptamente dessa copada linha de bosque assoalhado, subia no pleno resplendor do dia, destacando vigorosamente num relevo nítido sobre o fundo do céu azul-claro, o cume airoso da serra, toda de cor violeta-escura, coroada pelo Palácio da Pena romântico e solitário no alto...»
Finalmente, chega ao Palácio da Pena.


Aprecie a paisagem e sinta-se envolvido por este ambiente quase mágico. Repare no Castelo dos Mouros, lá ao longe:
«de vez em quando aparecia um bocado de serra, com a sua muralha de ameias correndo sobre as penedias.»
Apesar de ser um caminho difícil, continue o percurso até ao Castelo dos Mouros. Aproveite para tirar mais umas fotografias.


Desça novamente até à vila, onde poderá almoçar numa estalagem que se chama Lawrence, que fica situada na encosta da serra, um pouco afastada do centro da vila, no caminho para Colares. Conheça um dos famosos hotéis citados pelas personagens queirosianas. A seguir ao almoço, lembre-se que o percurso do hotel Lawrence a Seteais era, para a burguesia do século XIX, uma espécie de Passeio Público de Sintra. Associadas ao local (Seteais), existem várias lendas, uma das quais ligada à sonoridade do nome: Seteais / sete ais.
Sugerimos, então, um passeio até ao Palácio de Seteais! As personagens queirosianas fazem um retrato sugestivo da paisagem:
«Cruges, no entanto, encostado ao parapeito, olhava a grande planície de lavoura que se estendia em baixo, rica e bem trabalhada, repartida em quadros verde-claros e verde-escuros, que lhe faziam lembrar um pano feito de remendos.»


Depois da visita aos jardins do Palácio, volte a Sintra e compre uns postais. Aproveite para lanchar umas queijadinhas de Sintra. (Não faça como as personagens do romance que está a ler ...que só se lembraram de comer umas queijadas quando já iam a caminho de Lisboa.) E, se gostar, até pode fazer estes doces em casa.


Quando regressar a casa, aconselhamos o percurso pela estrada da serra em direcção à costa atlântica. Pelo caminho, visite o Convento dos Capuchos.


[Fonte: Instituto Camões ]

* * *

Quem já visitou Sintra, sabe bem como aquela terra é mágica, apaixonante, até. Sabe como é agradável passear no meio de tanta vegetação. Ir desde o Castelo dos Mouros ao Palácio da Pena a pé debaixo do fresco das sombras que as àrvores proporcionam (pena é o percurso ser um bocado inclinado...). Enfim... por muitas palavras que hajam, nenhuma estará suficientemente à altura de descrever sintra na precisão.
Passei um dia inteiro em Sintra, a percorrer o máximo que pude. Apaixonei-me pela vila. Aconselho vivamente a quem nunca visitou Sintra, a visitá-la. E claro, se quiserem, aceitem também a sugestão deste roteiro turístico. (Não que eu o tenha seguido, mas foi qualquer coisa assim do género :P)


Bem, por hoje é tudo...


Hugs & Kisses,
[n0b0dysBitch0]

4 comentários:

  1. Ahh tiveste aqui pelos meus lados! Eu sou da Linha de Cascais, é perto! Ainda bem que gostaste. Isto é brutal e sintra tem qualquer coisa de mágico!

    Aquele abraço

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  2. amo a literatura q o Eça de Queiroz foi capaz de deixar, mas os Maias nao é bem meu favorito
    Crime do Padre Amaro é melhor
    =P
    do mais o roteiro ficou perfeito
    =]
    flws

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  3. ^^
    Confesso que nunca passei por lá... =P

    Mas, bolas! Pelo post que colocaste, ai de mim se não passar por lá...

    XD

    Vá, porta-te \^^/

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  4. Como vejo k gostas dos Maias e de Sintra..deixo-te aki um link directo po meu blog para k possas ver uma foto e um excerto do grande livro de Eça de Queiróz ;)
    http://pictureofmythoughts.blogspot.com/2006/10/palcio-da-pena-visto-de-seteais.html
    Espero k gostes...;)

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